Essas pessoas todas
Todas essas
Se soubessem de tudo
Quem amei
e o quanto foi
Que chorava agora pouco
E que meu coração doeu muito há dois dias
Há dois dias eu não era
Se elas soubessem
que eu não estou bem
Mas que ontem eu ri muito
Se todas essas pessoas
aqui tão perto
Se elas soubessem
tudo o que errei
Tão perto
Não ouvem o que sinto
Se as pessoas
Se todas essas pessoas soubessem
Para quem foi todo o meu amor
De quem foi o amor que tive
Toda flor que já ganhei
Que hoje engoli um grito
E meu coração doeu de novo
Se elas soubessem
o quanto gosto de cores
Que enfeito o meu quarto aos sábados
Que se tem sol
Sorrio
E se ganho poesia
Também
As pessoas aqui
Todas elas
Se soubessem
Tudo o que ouvi
O quanto minhas costas doem
E que as dores não são minhas
São de quem não pode doê-las
Se elas soubessem que eu nem gosto dessa blusa
Que eu às vezes pulso
Mas às vezes me expulso
de mim
Que choro todo dia
Que eu não me mataria
E que essa cara de sozinha
Essas pessoas todas
Todas essas pessoas aqui
Se elas soubessem que eu não estou bem
E se elas soubessem
Não sei
sábado, 8 de setembro de 2012
sábado, 11 de junho de 2011
Como se precisasse
da maçã que comia
e engasgar-me dela
para lágrima aos olhos,
precisei.
E como se apenas disso chorasse,
chorei.
Embora as escolhas marcassem meu rosto
e as certezas dormissem na noite,
sem medo do escuro entrei.
Como se precisasse de música para dançar,
cantei companhia, dancei.
E meu peito molhado
do choro engasgado,
as certezas, a noite, a dança...
Como se precisasse cansaço.
Parei.
da maçã que comia
e engasgar-me dela
para lágrima aos olhos,
precisei.
E como se apenas disso chorasse,
chorei.
Embora as escolhas marcassem meu rosto
e as certezas dormissem na noite,
sem medo do escuro entrei.
Como se precisasse de música para dançar,
cantei companhia, dancei.
E meu peito molhado
do choro engasgado,
as certezas, a noite, a dança...
Como se precisasse cansaço.
Parei.
domingo, 29 de maio de 2011
ruminas
No ônibus rumineiro
ciência, os nomes, o tempo
aqueles caras.
Mas a vida chama atenção.
Estico o pescoço, prolongo os olhos
e pela janela percebo a vida.
Sorrio, você sabe, ao vê-la
Minha cabeça descansa aos ombros
e meu coração se abre
à janela que ruminas.
ciência, os nomes, o tempo
aqueles caras.
Mas a vida chama atenção.
Estico o pescoço, prolongo os olhos
e pela janela percebo a vida.
Sorrio, você sabe, ao vê-la
Minha cabeça descansa aos ombros
e meu coração se abre
à janela que ruminas.
domingo, 22 de maio de 2011
da minha vida
diz posição,
gris por opção
contrair sãos,
cor: tradição.
com traição
morro e culpo deus
gris por opção
contrair sãos,
cor: tradição.
com traição
morro e culpo deus
da minha noite - ou mais um pesadelo
Morta a mancha da sombra do trem que passa lá fora e uma vela.
Eu passo.
Vela dos mortos que mancham parede, passam de trem e uma sombra.
Eu fora.
Nem sombra da mancha que passa, nem vela que sopra lá fora e só.
Eu morro.
Eu passo.
Vela dos mortos que mancham parede, passam de trem e uma sombra.
Eu fora.
Nem sombra da mancha que passa, nem vela que sopra lá fora e só.
Eu morro.
terça-feira, 3 de maio de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
ma faute
Influência de um monte de coisa que não dá pra ver.
Errada do tamanho do amor, sua intensidade: cacho-cheiro-corpo-cor.
Errada do tamanho do amor, sua intensidade: cacho-cheiro-corpo-cor.
terça-feira, 8 de março de 2011
trotsky, marx, foucault, freud, antonio cândido, pariram aqueles meninos chatos que colocam uma corda no seu pescoço e pedem que você repita pelo menos três nomes que acabem com ismo, ou vão colar "acéfalo" nas suas costas e todos passarão a te chutar. tipo na quinta série, quando tinham as lutas de classes. a história, a história e você se anulou, passou em branco, foi inofensivo porque estava andando de ré olhando para os XX. e você ainda está tentando não morrer sufocado com você, mas não tem mais forças para vomitar-se porque comeu academia política e isso reviiiiiiiiiiira no estômago. tenta ver qui
Arquivo do artigo antigo é
passo os passos do amigo
e crio o meu
passo os passos do amigo
e crio o meu
domingo, 27 de fevereiro de 2011
domingo, 15 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
se esta, festa
intimista
mais porcento
que assento
pouca pouco
chega um
outro
ai, já para
satisfaz
com mais nada
sinto mais
tudo
paz em pais
extremista
gosto quando faz
surpresa!
mais porcento
que assento
pouca pouco
chega um
outro
ai, já para
satisfaz
com mais nada
sinto mais
tudo
paz em pais
extremista
gosto quando faz
surpresa!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Mira se te basta!
Se só, sozinho,
se sol o cansaço o casta.
Para estar sujeito,
basta viver
e basta!
Demora no morro
sem dó
morro e
dizer que basta
Inunda!
O intervalo ativo não para,
não cessa
e quem é alto quer peça!
O órgão passa e quem cala só sente
Que basta! a massa
é o sujeito, a pasta
sem infância, é fato
Feito folha, amassa
o ser suspeito, a farsa
em ré sem traço,
é traça
Tiram-te a raça e te passam pra trás,
te compram de graça,
basta.
Não foi convidado à festa,
enche o peito digno e a boca honesta:
-
A face clara o nega (pra mais de três vezes)
Diariamente crucificado
Não era santo, não
Era gente que só vendo
Sem ar, sem credo,
sem par, sem acesso ao sucesso.
Esvaziam-no o peito,
sem respaldo, sem respeito
Assim que esteve
Sujeito por viver direito.
se sol o cansaço o casta.
Para estar sujeito,
basta viver
e basta!
Demora no morro
sem dó
morro e
dizer que basta
Inunda!
O intervalo ativo não para,
não cessa
e quem é alto quer peça!
O órgão passa e quem cala só sente
Que basta! a massa
é o sujeito, a pasta
sem infância, é fato
Feito folha, amassa
o ser suspeito, a farsa
em ré sem traço,
é traça
Tiram-te a raça e te passam pra trás,
te compram de graça,
basta.
Não foi convidado à festa,
enche o peito digno e a boca honesta:
-
A face clara o nega (pra mais de três vezes)
Diariamente crucificado
Não era santo, não
Era gente que só vendo
Sem ar, sem credo,
sem par, sem acesso ao sucesso.
Esvaziam-no o peito,
sem respaldo, sem respeito
Assim que esteve
Sujeito por viver direito.
pó de sofia só
Sofia só saiu sem dó pois sentiu um pingo de sentimento seco em seu nó apressado enquanto assava de poeira e pó seu sapato apertado.
Abaixou na sarjeta, o arrumou. Levantou com cautela à mazela e saiu deslocada a danada!
Abaixou na sarjeta, o arrumou. Levantou com cautela à mazela e saiu deslocada a danada!
quinta-feira, 17 de julho de 2008
descolorindo
De bicicleta ela passou.
Não me viu, não.
Notei seus olhos tristonhos. Olhos roxos e a face murcha dos anos não vividos. Acho desse o motivo da cotidiana e rotineira falta de vida, estampada de branco na camisa preta.
Só pude perceber que transparente era e transparente sua alma expirava.
Tão bem mal vivida que as cores se foram com as oportunidades, com as pessoas que se foram com os lipídios, as cores que se foram com o colágeno, que se foram junto aos seus dias.
Deixou apenas o branco, as dobras e um resto de pano que se fez vestido. O mesmo lilás da pele que passava a baixo dos olhos baixos, também demarcava com precisão as linhas que corriam até o início do fresco vestido, que a cobria até os joelhos cansados.
Sem que tivesse me visto a vi. Seus olhos sem acesso, enquanto passavam se despediam.
A Púrpura e sua amarela passaram e sua vida as seguiu.
Não me viu, não.
Notei seus olhos tristonhos. Olhos roxos e a face murcha dos anos não vividos. Acho desse o motivo da cotidiana e rotineira falta de vida, estampada de branco na camisa preta.
Só pude perceber que transparente era e transparente sua alma expirava.
Tão bem mal vivida que as cores se foram com as oportunidades, com as pessoas que se foram com os lipídios, as cores que se foram com o colágeno, que se foram junto aos seus dias.
Deixou apenas o branco, as dobras e um resto de pano que se fez vestido. O mesmo lilás da pele que passava a baixo dos olhos baixos, também demarcava com precisão as linhas que corriam até o início do fresco vestido, que a cobria até os joelhos cansados.
Sem que tivesse me visto a vi. Seus olhos sem acesso, enquanto passavam se despediam.
A Púrpura e sua amarela passaram e sua vida as seguiu.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
manhã
Mira Maria o ermo na maré o remo é arma
Rima Mara o remo, rama, menina arara
Aurora mira o rumo, prumo de rima rara
Mara iria,
marca de rima no muro
Mara irá,
trama mora na mira, amora na mira da rama
Aurora maracá
amarela, arara e rama rumam na mira do teu há
Aurora maracá.
Rima Mara o remo, rama, menina arara
Aurora mira o rumo, prumo de rima rara
Mara iria,
marca de rima no muro
Mara irá,
trama mora na mira, amora na mira da rama
Aurora maracá
amarela, arara e rama rumam na mira do teu há
Aurora maracá.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Envenenada foi sua voz que me disse oi
Envenenada foi sua voz que me procurou
E em meu ouvido assim que achou sussurrou depois
Envenenando com loucura feito palavra
Envenenada foi sua voz que me deu bom dia
E bem de perto lábio, pele tudo se fazia
Envenenada foi sua voz que calou no beijo
Envenenada minha mente entregue à voz
Envenenado estava o sol trazendo a chuva fria
E seu veneno preparava o escurecer do dia
Envenenando-me já foram mais de treze copos
A chuva desce a noite cai e o plano começando
Os panos fui tirando como um quadro sem moldura
Branca me deitava bela, nela uma escultura
Envolta tudo estava certo como o combinado
Envenenado o sol não respondeu por si
A sua voz não me soava mais como veneno
Pois seu veneno estava todo colado em mim
Baixa, rouca, estreita, seca estava a minha voz
Que seu veneno impedia à louca de sair
O grito inchava meus pulmões de ar envenenado
E minha boca bem tampada queria gritar
O corpo meu assim parara de se debater,
Minha garganta assim parara de se sufocar
A alma despedia-se da chuva que ficava
O sol, a chuva, envenenados caíram a chorar
E eu de longe via sua alma entristecida
São tantas que o fim visitou de forma sutil
Pra sempre pensaremos o motivo, o crime tinto
Que cometera o fato insano delas más de mil.
Envenenada foi sua voz que a disse oi
Envenenado veio o sol, depois a chuva fria
E novamente, a palavra louca envenenada
“O sussurro, os lábios, pele...”
... E o veneno ria.
Envenenada foi sua voz que me procurou
E em meu ouvido assim que achou sussurrou depois
Envenenando com loucura feito palavra
Envenenada foi sua voz que me deu bom dia
E bem de perto lábio, pele tudo se fazia
Envenenada foi sua voz que calou no beijo
Envenenada minha mente entregue à voz
Envenenado estava o sol trazendo a chuva fria
E seu veneno preparava o escurecer do dia
Envenenando-me já foram mais de treze copos
A chuva desce a noite cai e o plano começando
Os panos fui tirando como um quadro sem moldura
Branca me deitava bela, nela uma escultura
Envolta tudo estava certo como o combinado
Envenenado o sol não respondeu por si
A sua voz não me soava mais como veneno
Pois seu veneno estava todo colado em mim
Baixa, rouca, estreita, seca estava a minha voz
Que seu veneno impedia à louca de sair
O grito inchava meus pulmões de ar envenenado
E minha boca bem tampada queria gritar
O corpo meu assim parara de se debater,
Minha garganta assim parara de se sufocar
A alma despedia-se da chuva que ficava
O sol, a chuva, envenenados caíram a chorar
E eu de longe via sua alma entristecida
São tantas que o fim visitou de forma sutil
Pra sempre pensaremos o motivo, o crime tinto
Que cometera o fato insano delas más de mil.
Envenenada foi sua voz que a disse oi
Envenenado veio o sol, depois a chuva fria
E novamente, a palavra louca envenenada
“O sussurro, os lábios, pele...”
... E o veneno ria.
Assinar:
Postagens (Atom)