segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Mira se te basta!

Se só, sozinho,
se sol o cansaço o casta.
Para estar sujeito,
basta viver
e basta!

Demora no morro
sem dó
morro e
dizer que basta
Inunda!

O intervalo ativo não para,
não cessa
e quem é alto quer peça!

O órgão passa e quem cala só sente

Que basta! a massa
é o sujeito, a pasta
sem infância, é fato
Feito folha, amassa
o ser suspeito, a farsa
em ré sem traço,
é traça

Tiram-te a raça e te passam pra trás,
te compram de graça,
basta.


Não foi convidado à festa,
enche o peito digno e a boca honesta:
-

A face clara o nega (pra mais de três vezes)
Diariamente crucificado
Não era santo, não
Era gente que só vendo

Sem ar, sem credo,
sem par, sem acesso ao sucesso.

Esvaziam-no o peito,
sem respaldo, sem respeito
Assim que esteve
Sujeito por viver direito.

pó de sofia só

Sofia só saiu sem dó pois sentiu um pingo de sentimento seco em seu nó apressado enquanto assava de poeira e pó seu sapato apertado.
Abaixou na sarjeta, o arrumou. Levantou com cautela à mazela e saiu deslocada a danada!