domingo, 29 de maio de 2011

Sobre viver tenho pouco o que contar
canto mais que como
e pouco tenho
entanto pra te dar

Só sendo solto
porque seco o céu já é.
Levo um pano, molho, torço
só pra molejar o pé.

(zé teu)
Todo papo, deixa pra lá,
Acaso, vem cá.
Aberto, sorriso é,
em verso
Ensejo de te ver.

presentedomello

ruminas

No ônibus rumineiro
ciência, os nomes, o tempo
aqueles caras.

Mas a vida chama atenção.

Estico o pescoço, prolongo os olhos
e pela janela percebo a vida.
Sorrio, você sabe, ao vê-la

Minha cabeça descansa aos ombros
e meu coração se abre
à janela que ruminas.

domingo, 22 de maio de 2011

da minha vida

diz posição,
gris por opção
contrair sãos,
cor: tradição.
com traição
morro e culpo deus

da minha noite

afoga os fatos e a fé reforça.
disfarça as fotos e fica oca.

da minha noite - ou mais um pesadelo

Morta a mancha da sombra do trem que passa lá fora e uma vela.
Eu passo.
Vela dos mortos que mancham parede, passam de trem e uma sombra.
Eu fora.
Nem sombra da mancha que passa, nem vela que sopra lá fora e só.
Eu morro.

terça-feira, 3 de maio de 2011

do que quero acreditar

A Teogonia mostra que o Amor também é filho da Noite.

de dia

Sou livre para o silêncio das formas e das cores.
Manuel de Barros