segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
poesia
domingo, 15 de fevereiro de 2009
inda essência
Errada do tamanho do amor, sua intensidade cacho-cheiro-cor.
Lançada sem nenhum tipo de auto-permissão, burramente socada por animalescas decisões que te faz escrever e socar burramente animais lançados que se permitem e a mim, amam.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
se esta, festa
mais porcento
que assento
pouca pouco
chega um
outro
ai, já para
satisfaz
com mais nada
sinto mais
tudo
paz em pais
extremista
gosto quando faz
surpresa!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Mira se te basta!
se sol o cansaço o casta.
Para estar sujeito,
basta viver
e basta!
Demora no morro
sem dó,
morro e
dizer que basta
Inunda!
O intervalo ativo não para,
não cessa
e quem é alto quer peça!
De lá pra onde? "noite e dia"
O órgão passa e quem cala só sente
Feito massa, ela passa,
o ser sujeito pasta
enfeitado de criança sem infância,
é fato
Feito folha, amassa
o ser suspeito, a farsa
em ré sem traço,
é traça
Tiram-te a raça e te passam pra trás,
te compram de graça,
basta.
Um grito:
-À baixo é baixo, não adianta!
Não foi convidado à festa,
enche o peito digno e a boca honesta:
- mas,
-O próximo! –o interrompem-
A face clara o nega (pra mais de três vezes)
Diariamente crucificado
Não era santo, não
Era gente que só vendo
Sem ar, sem credo,
sem par, sem acesso ao sucesso.
Esvaziam-no o peito,
sem respaldo, sem respeito
assim que esteve:
Sujeito por viver direito.
Pó de Sofia só
Abaixou na sarjeta, o arrumou, levantou com cautela a mazela e saiu deslocada à danada!
Deixem-na felicitá
MADRUGADA.
MADRUGADA ABRE A CLARABÓIA.
ALGUÉM TIRA A MADRUGADA DAQUI!
FECHA
FECHA
POR FAVOR
AAAAAAH
ALGUÉM FECHA ESSA JANELA!
EU BEIRO O ABISMO,
O ABISMO BEIRA A CLARABÓIA ABERTA,
ABRE A CABEÇA.
A CABEÇA QUER DOER.
A CLARABÓIA OLHA PRA LUZ
A LUZ DÓI A MINHA CABEÇA
APAGA A LUZ
APAGA POR FAVOR
AJUDA
NÃO TEM SORRISO ABERTO
NÃO TEM MENTE ABERTA
É TUDO MENTIRA! TUDOTUDOTUDOMENTIRA
NÃO TEM VINHO
NÃO TEM NINGUÉM AQUI
NÃO TEM ELE AQUI
NÃO TEM NINGUÉM ESCREVENDO AQUI... REDUNDANTE, REDUNTANTE, REDUNDANTE
RESPECTIVAMENTE
SÓ TEM MADRUGADA
SÓ TEM JANELA ABERTA
A JANELA NÃO TRAZ VENTO,
TRAZ LUZ E
LUZ DÓI A CABEÇA,
A CLARABÓIA GRITA PRA DENTRO E
DÓI MAIS,
DÓI MUITO E
A CABEÇA QUER DOER
ACABEÇAQUERACABAR
PAAAAAAAAAAAAAAARA
PARA DE MOLHAR O PEITO!
PAAAAAAAAAAAAAARA
TODA VEZ QUE A MEIA NOITE VAI, VOCÊ ENCHARCA TUDO!
OU DESTILA ESSE DESTINO OU NÃO ACORDA AMANHÃ?
DORME AMANHÃ!
ESCONDA DA LUZ QUE VEM AMANHÃ!
TODO DIA TEM LUZ.
TODO DIA TEM MADRUGADA.
TODO DIA ELA ABRE A DROGA DESSA JANELA
E ENCHARCA O PEITO,
MOLHA TUDO, DA TRABALHO
MOSTRA AS TRALHAS DO QUE PESADELOU A MADRUGADA TODA
A CABEÇA
SÓ
QUER
(FOCO)
DORMIR E
(MIRA O FATO...MERA FOTO)
PENSAR NO
(FÁCIL)
DEIXEM-NA FELICITAR. (DEIXEM-NA FELICITAR)
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Descolorindo
Não me viu, não.
Notei seus olhos tristonhos. Com olhos roxos e a face murcha dos anos não vividos. Acho desse o motivo da cotidiana, rotineira falta de vida, estampada de branco na camisa preta.
Só pude perceber que transparente era e transparente sua alma expirava.
Tão bem mal vivida que as cores se foram com as oportunidades, com as pessoas que se foram com os lipídios, as cores que se foram com o colágeno, que se foram junto com seus dias.
Deixou apenas o branco, as dobras e um resto de pano que se fez vestido. O mesmo lilás da pele que passava a baixo dos olhos baixos, também demarcava com precisão as linhas que corriam até o início do fresco vestido que a cobria até os joelhos cansados.
Sem que tivesse me visto a vi. Seus olhos sem acesso, enquanto passavam davam “adeus”.
Bons tempos de fala, pois assim que as duas se foram seu olhar já não dizia nada.
A Púrpura e sua amarela passaram... sua vida já sem cor as seguiu.